sábado, 1 de fevereiro de 2014

O tal do livre arbítrio

Deveria ser algo bom, não é? Fazer escolhas. Afinal, não são as nossas escolhas que nos diferenciam dos demais? Nossos gostos?
Mas e quando as escolhas que fazemos prejudicam outras pessoas? A lei foi criada entre os humanos na Terra porque simplesmente uma noção de certo e errado, justo e injusto não basta. O que é certo pra uma pessoa é errado pra outra e mesmo com a lei, sempre existem formas de encontrar brechas. 
As pessoas simplesmente poderiam ter boa fé amando ao próximo como a si mesmos, não fazendo pros outros o que não querem pra si, se colocando no lugar da outra pessoa e se importando com as consequências de suas escolhas. Cada escolha tem uma consequência, o tal do efeito borboleta.
 E quando as escolhas de outras pessoas destroem nossos sonhos? É justo? Aí queremos "justiça". O que é justo? Você pode afirmar  que é uma pessoa justa? Você se coloca do outro lado em todas as ocasiões? Você pensa antes de tomar cada decisão da sua vida?
E quem são as outras pessoas pra fazer uma escolha por você? São sábias? Experientes? 
E como uma pessoa pode ser duas ao mesmo tempo? Como uma parte de você pode ser tão odiada e outra tão amada? I'm a little confused here... Trying to express my feelings...but they are so many that I can't follow a line.
Me sinto vazia. Hoje algo foi tirado de mim. Ainda não sei bem o quê, mas eu achava que as coisas não poderiam perder mais o sentido e descobri que estava enganada. Completamente enganada.  Às vezes tudo parece estar perdido mas você tem aquela sensação, aquela luzinha no fim do túnel, aquela vozinha dizendo que ainda não é hora de desistir, que ainda há algo que você possa fazer e que nem tudo está perdido afinal. Hoje eu parei de ouvir essa voz. A luzinha se apagou. E por mais que haja um grande esforço pra acender, por mais que ela tente gritar, o som não está saindo. Eu juro que queria acreditar na voz, queria ver a luz...tenho limpado os ouvidos, procurado no escuro pra ver se ela ressurge...mas aparentemente ela se foi.

domingo, 12 de janeiro de 2014

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So I still keep watching all these movies, series. Still I keep reading all these books. Still I keep dreaming about having a family of my own. A nice job, a nice house, a car. Nothing really fancy, just normal.  Loving husband, kids calling me mom. You know...just reasons to keep fighting for, living for.
Is this too much to ask for? Is it an impossible dream for me? I mean...people fall in love, get married and have kids all the time. Why can’t I have that? Don’t I deserve it? Should I keep dreaming about it? Should I give up?

sábado, 11 de janeiro de 2014

A quem eu quero enganar?

A mim mesma, eu acho.  A minha vida toda eu tenho esperado, procurado por uma cena de filme. Por algo que nunca vai existir pra mim. Não nesse mundo egoísta.
Paixão. Amor. Expectativa. Esperança. Ilusão. O meu filme seria perfeito se parasse na segunda palavra. Acontece que nós, mulheres, na maioria dos casos temos o mau hábito de sempre ter expectativas. Queremos ser surpreendidas por algo bom, esperamos por algo que nos faça sentir especial. Algumas sortudas conseguem. Ou talvez seja coisa da minha cabeça mesmo e isso só aconteça nos filmes, livros e novelas.
Ninguém vai me trazer flores ou bombons. Ninguém vai me levar para um passeio ou viagem romântica. Ninguém vai me fazer um jantar a luz de velas. Ninguém vai puxar a cadeira pra eu sentar e abrir a porta do carro segurando a minha mão pra eu descer. Ninguém vai me fazer serenatas. Ninguém vai se ajoelhar na minha frente e me dar um anel.
Tudo isso é clichê e as pessoas de hoje em dia são práticas. Convidam pra jantar em suas casas, pedem pizza, mudam-se umas pras casas das outras e chamam isso de estar casados.
Eu prefiro o clichê. Prefiro a poesia da conquista, o romantismo, o sentir-se especial, sentir-se amada e querida. Saber que de alguma forma aquela pessoa se importa o bastante pra tirar um momento do dia dela só pra fazer algo pra você. Pra deixar você feliz, pra ver a sua cara abobada de surpresa, pra ver um autêntico sorriso no seu rosto e te fazer se apaixonar a cada vez. 
Como ninguém nunca achou que eu merecia tudo isso, quando finalmente descobri o significado do amor verdadeiro eu apenas me deixei levar por esse caminho e comecei a fazer essas coisas. Surpresas. Qualquer coisa que me fizesse ver aquele sorriso autêntico e abobalhado naquele rosto lindo. E como valeu a pena cada vez! Não existe nada mais lindo no mundo do que ver a pessoa que você ama surpresa, estupendamente feliz e POR SUA CAUSA! Esse amor é o tipo que vale a pena. E tudo isso faz teu sentimento crescer mais ainda.
Mas poxa... É egoísmo demais querer estar do outro lado, uma vez pra variar? É totalmente ridículo da minha parte viver esperando pelo dia em que também serei surpreendida? Pelo dia em que alguém vai querer me fazer sentir especial e ver o meu sorriso autêntico e abobalhado por sua causa?
É pedir demais? É. Primeiro porque isso não é algo que se peça. Jamais! Só é verdadeiro quando é espontâneo. E segundo porque aparentemente as pessoas desse mundo não pensam como eu. Só personagens de filmes, livros, novelas... E eu, na minha cabeça, brincando de ser personagem... sonhando que um dia o amor da minha vida também fosse como um personagem.



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Quem sou eu?

No presente momento apenas um oceano de emoções. Alguém buscando ser melhor, tentando por mais um caminho. São tantos os caminhos...
Sou alguém que deixa seus impulsos tomarem conta, suas emoções fluírem, as palavras saírem e depois... Arrependo-me. De estragar o que mais importava, e de não saber o quanto importava até que tudo estivesse arruinado.  Sou alguém que se arrepende de magoar, que sofre a dor do outro.
Uma infância adorável. Eu diria perfeita. Livre. Completamente inocente e infantil, como toda infância deveria ser. Ir pra escola pela manhã, ser uma aluna aplicada como todas as garotas deveriam ser (afinal, naquele tempo os bagunceiros eram os garotos). Após a escola um almoço na frente da televisão com a irmã mais nova assistindo programas que apesar de infantis, tinham conteúdo, ensinavam lições, educavam. Um pouco de videogame, dever de casa pronto, brincar com as vizinhas na rua. Participei de clubinhos, fazíamos teatros, montávamos coreografia, era o auge da criatividade infantil. Subíamos em árvores, andávamos de bicicleta, tomávamos banho na piscina de plástico. Uma vida simples. Uma vida extremamente feliz. Pais adoráveis, quarto dividido com a irmã, casa simples, nada de luxo, muita felicidade. Se havia algo de ruim? É claro que aprontávamos e ganhávamos castigo ou umas palmadas de vez em quando. Mas não considero isso algo ruim de maneira alguma, tínhamos limites. E com todos os limites e toda a inocência ainda tinha infinitamente mais liberdade do que as crianças de hoje em dia. Sem dúvida a melhor época da minha vida.
Na adolescência as coisas complicaram bastante. Digamos que meu pai resolveu tomar as rédeas da nossa educação (pois até então viajava muito) e as coisas começaram a ficar... Sufocantes. Superprotetor. Ele não sabia, é claro, mas estava criando um monstrinho prestes a se rebelar... Então aconteceu. Minha primeira crise de identidade, aquela vontade de gritar, espernear e depois querer afundar. Eu tinha 13 anos.
Não posso me lembrar de todas as vezes que isso se repetiu desde então. A explosão, o fluir intenso de sentimentos, alguém magoado (na maioria das vezes eu mesma), o arrependimento e, por fim, a vontade de afundar. Vocês podem pensar que a parte mais perigosa do processo é a explosão, mas, acreditem, a vontade de afundar, de desaparecer do planeta, o sentimento de impotência diante de escolhas que não são minhas pra ter, a vontade de fugir de mim mesma, de encontrar o lugar onde finalmente a paz surgiria é muito pior.
Essas são coisas que não sei bem como explicar, certamente poucas pessoas conseguiriam entender. Eu me virei bem algumas vezes, procurando saídas. Escrevia, ouvia música, lia muito, ainda leio. Deveria haver alguma forma de canalizar todo aquele sentimento antes que explodisse. Deve haver. Colocar no papel é uma delas. Colocar pra fora se exercitando é outra (talvez a minha favorita). Bebida... Não é pra mim. Cigarro? Acreditem, já estive lá e não há nada pior para uma pessoa que gosta de exercícios. Drogas? Vamos dizer que também foi um caminho mal sucedido. Noites e noites em claro, chorando... Isso eu fiz muito. Não estou bancando a vítima aqui, minhas escolhas me levaram a cada uma dessas noites. Ou talvez não tenham sido bem escolhas... Impulsos. Remédios pra dormir, psiquiatras, psicólogos... A igreja, a bíblia, Deus. Essa foi, na verdade, a minha escolha mais atual. Principal motivo: os ensinamentos da bíblia realmente tornam as pessoas melhores, mas somente aquelas que os aplicam em suas vidas, no seu dia a dia. Muitas daquelas pessoas não são assim. Mas quem sou eu pra julgar?
Hoje venho escrever porque mais um caminho escolhido, um que acreditava ser promissor, me fez decepcionar. O que me levou tanto tempo na vida pra tentar esse caminho, embora eu sempre soubesse que estava lá, foi o OBRIGAR das pessoas, o fanatismo. Deixe-me explicar melhor: nunca gostei de pessoas que só sabiam falar nesse assunto, o fanatismo me deixa irritada, a falta de conhecimento em outras áreas, a pregação cansativa e forçada. Muitas dessas pessoas só sabem falar. Como os próprios cristãos diriam: “fariseus”. Mas tanto quanto isso me irrita, me irrita o fato de as pessoas deduzirem que porque você foi um dia na igreja, porque passou a ir até regularmente, você tem a OBRIGAÇÃO de estar lá, que você DEVE isso a Ele e que qualquer outra escolha que não seja estar lá estará errada. Não foi isso que aprendi das lições que lá mesmo me foram ensinadas. Se eu quiser buscar a palavra no conforto do meu lar, bom pra mim, pois estou buscando conhecimento de qualquer forma. Não que eu não saiba da importância de estar em comunhão com outros cristãos, da importância da oração em grupo e tudo o mais, mas você não precisa ir vários dias da semana na igreja e, muito menos contra a sua vontade. Pior ainda! Isso não é cristianismo, é falta de respeito! Você diz uma vez que não vai, a pessoa insiste, você fala de novo, a pessoa insiste outra vez e não desiste até que você esteja completamente irritado e de saco cheio.
Eu realmente passei a acreditar na palavra, a tentar cumprir tudo aquilo, a querer ser uma pessoa melhor, a ter Deus comigo. Gosto da forma que me sinto quando vou lá de boa vontade. Sem ter que fingir sorrisos, cumprimentar pessoas que não quero. Mas de forma alguma me sinto uma boa cristã se estiver indo de mau humor, triste, sem querer estar em comunhão com outras pessoas, querendo estar em outro lugar, quem sabe orando em casa, sozinha, na paz do meu lar. Não sinto como se nesses momentos de maior sofrimento eu pudesse me abrir com Deus no meio de todas aquelas pessoas. Apenas não sou esse tipo de pessoa. Não sei fingir. Meu problema é muito mais profundo do que qualquer uma delas possa entender. ­­Por outro lado, me sinto confortável em conversar com Ele sozinha nessas horas, liberar tudo que há dentro de mim, realmente oferecer minhas lágrimas a ele. Dizem que Deus conhece nosso coração, conhece profundamente cada um de nós, lê todos os nossos pensamentos. De acordo com isso, pode-se conversar com Ele em qualquer lugar e a qualquer hora do dia.
Não, eu não quero desistir de ir à igreja, mas me traz profunda tristeza que as pessoas queiram me forçar, me fazem querer realmente o oposto, me afastar. Por que não entendem? Por que não respeitam? 

Já perdi tanta coisa importante na vida por causa dos impulsos... E já descobri que muitas delas não eram realmente importantes. Agora me sinto no meio de um furacão, prestes a perder a pessoa que considerei mais importante até hoje. Se já não o perdi. Sinto-me tão confusa e triste e com tanto medo de colocar tudo a perder... E ao mesmo tempo sinto que talvez eu já tenha perdido e, mais uma vez, a conhecida sensação de querer afundar retorna. Toma conta do meu ser. Tantas coisas passam pela minha cabeça... Se ao menos eu tivesse o meu diploma, algum dinheiro pra ir embora e recomeçar uma vida nova longe de tudo o que conheço... Se eu finalmente desistisse e colocasse um fim em tudo, tirando a própria vida... Pra uma pessoa que acredita no Reino do Céu, deixa de ser uma opção, a não ser nos momentos mais desesperados. Não quero passar a eternidade no inferno, ou no limbo ou qualquer coisa assim... É tudo outra vez, o sentimento de impotência. De não poder fazer uma escolha porque você simplesmente não tem escolha.  Ah, se a vida fosse como os filmes! Se eu pudesse simplesmente fazer uma mala e ir pra qualquer lugar recomeçar! Simplesmente não é uma opção pra quem não tem muito dinheiro. Recomeçar na vida real requer muito tempo e muito dinheiro. Que eu não possuo.
Então me faço a pergunta novamente e repito várias vezes dentro da minha cabeça: quem sou eu? De volta à estaca zero.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Desabafar é bom

Mesmo que seja comigo mesma., mesmo que seja aonde ninguém mais veja, ninguém mais perceba o que acontece à minha volta. Na verdade, todos estão muito interessados no que eu faço, no meu passado, no meu presente...pessoas inimagináveis, pessoas que eu nem lembrava mais da existência porque nunca significaram nada pra mim ou porque, em minha cabeça, como um movimento de defesa, as deletei quando me machucaram.
É um raciocínio simples: Você encontra uma flor e é cativado por ela. Tenta colhê-la e ela então lhe fere. Automaticamente suas mãos vão fugir dos espinhos e então você aprende que com aquela flor, a única coisa que precisa fazer é tomar distância.
Algumas pessoas me vêem me machucando diariamente e insistindo, insistindo...e se perguntam o que eu estou fazendo...
Existe um outro tipo de raciocínio...no qual você precisa se agarrar aos espinhos, porque não existe chão abaixo dos seus pés, tudo o que você faz para continuar vivendo é segurar os malditos espinhos, por mais que eles continuem lhe machucando. Essa é a sua única chance de sobrevivência.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

É... Feliz 2011!


Quanto tempo sem escrever nada, hein? Pois bem...o ano começou superbem quando consegui encontrar um lar pra essa fofurinha da foto aí em cima, o Guri. Foi o primeiro pedido que eu fiz ao pular as 7 ondinhas e foi realizado! Não posso contar nenhum dos outros porque né...vai que não realiza!
2010 foi uma m*rda, se me permitem dizer e fico feliz de não ter registros do ano pavoroso que eu passei...mas uma hora as coisas precisam melhorar!
Aliás, preciso de poemas novos, mas ando totalmente sem inspiração...diz meu horóscopo que este é o ano do amor, se estiver certo terei inspiração em breve...ou não O_o
O que importa mesmo é a minha felicidade pelo Guri, que está em sua casa nova e recebendo muito carinho do novo dono! A felicidade é tão grande que preciso compartilhá-la de todas as formas possíveis! Orkut, twitter, facebook...e agora aqui também.

Desejo neste ano de 2011 que muitos outros peludos necessitados encontrem lares felizes, desejo que as pessoas de grande poder (políticos, gente rica) abram seus corações pra essa causa e resolvam mudar alguma coisa, porque verba pra isso eles TEM! O problema é que preferem engordar suas contas no exterior desviando dinheiro do povo...Ah! O exterior...Por que não podemos ter delegacias em defesa dos animais em todas as capitais do país? Por que as pessoas que TEM GRANA pra recolher, castrar e ajudar a arrumar lares pros pobres cãezinhos e gatinhos de rua preferem esbanjar glamour comprando vestidos caros, mansoes e carros de luxo? Por que o Estado não OBRIGA que TODOS OS ANIMAIS sejam registrados e tenham um chip caso se percam?
Olha...a minha maior promessa na vida é que se algum dia eu ganhar algum prêmio milhonário, a PRIMEIRÍSSIMA coisa que eu faria seria comprar uma fazenda e organizar um espaço para recolher animais de rua. Sempre as pessoas erradas que ganham essa grana toda...
Bom...chega de reclamar! Ano novo, vida nova!
Boa noite à quem ler, se é que alguém lerá!
besitos

segunda-feira, 25 de agosto de 2008




Sentimentos são despedaçados sem importância alguma...como se fossem apenas cacos de vidro no chão...
Parecem tão inofensivos, mas a qualquer descuido podem te apunhalar...
Pássaros voam no céu...e você nunca saberá se os verá novamente, embora sempre estejam ali...
Sua inconstância me amedronta...me faz querer gritar...ter vontade de matá-lo em seus momentos de fraqueza...quando sei que está indefeso...pois sei que se não o fizer me apunhalará mais tarde...
A covardia toma conta de mim mais uma vez...fracasso.
Um corpo cansado, atirado no chão sem forças pra se erguer. Uma alma suja. Uma mente pecadora. Um coração em ira constante.
Eis uma menina tão gentil...tão boba por crer nas ilusões...tão infantil a ponto de não perceber seu erro...tão humana a ponto de errar...Tão revoltada por não conseguir mudar o mundo...se isola em seu próprio mundo. Trancafiada em pensamentos seus dias passa...perdida no tempo...nos sonhos...nas ilusões...conclui que não teve sequer alguma conclusão em sua vida...
Seu sonho era viver de sonhos...bonito, impossível.

Mônia